Lazer

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Parque das Termas
O Parque das Termas localiza-se no centro da cidade, mais precisamente na Rua Dr. Abílio Torres, freguesia de S. João.
Foi construído entre 1885 e 1886, tendo sido delineado e plantado pelo distinto floricultor e horticultor José Marques Loureiro, proprietário do Horto das Virtudes, e pelo jardineiro-paisagista Jerónimo Monteiro da Costa, autor dos jardins de Arca D’Água, do Carregal e de outros históricos jardins do Porto.
As árvores que Marques Loureiro plantou atingiram um desenvolvimento luxuriante, emprestando ao local uma imponência e solenidade únicas; não conhecemos no país nenhum outro parque ou jardim com tal concentração de árvores gigantescas. O Parque custou na altura 4.500$000 réis.Este espaço é considerado o “pulmão” dv14e Vizela, devido à sua vasta vegetação, distinguindo-se aqui inúmeras espécies de árvores, algumas delas centenárias.

O Parque das Termas é um equipamento de inegável valor turístico, ambiental e de lazer do concelho e constitui um dos principais pontos de referência turística do concelho.Este local traduz-se numa estrutura urbana de animação e lazer, integrada num espaço paisagístico de significativo património natural, designadamente os jardins, as espécies arbóreas, as margens do Rio Vizela, o lago, as nascentes de água sulfurosa, o parque infantil, o campo de ténis, o campo de Minigolfe Fonseca e Castro e o Chalé do Park (salão de chá).O Parque é um lugar agradável e dinâmico, sendo utilizado para a realização de vários eventos culturais e desportivos.Tudo isto torna o Parque um local ideal para uma agradável visita.

Vizela_0008Rio Vizela
Derivado do termo “Avicella”, diminutivo de “Avis”, o Rio Vizela ou “Avicella”, na toponímia arcaica, significa, o mais pequeno que o Ave.
Com uma extensão de cerca de 40 quilómetros, o Rio Vizela insere-se num numeroso grupo de pequenos afluentes do Rio Ave, destacando-se ainda o Rio Selho, o Pele e o Este.
Quanto ao seu percurso, este inicia-se na Serra da Cabreira, no alto de Morgaír, 893 metros acima do nível do mar, entre as freguesias de Aboim e Gontim do concelho de Fafe no Distrito de Braga. A sua nascente localiza-se, a cerca de 50 metros do marco geodésico no ponto mais alto de Morgaír.
Corre em direcção sudoeste até perto de Jugueiros, Felgueiras, a partir daí, toma a direcção oeste e vai desaguar na margem esquerda do Rio Ave, perto de S. Miguel das Aves em Santo Tirso, no Distrito do Porto.
Foi nas suas margens, que as primeiras civilizações se instalaram, recorrendo e aproveitando tudo o que o Rio Vizela lhes dava. Este oferecia-lhes desde a sua água até à fertilidade das terras onde se encontravam os campos de cultivo ou para fim semelhante, situados nas próprias margens. Todo este processo permitiu assim, o desenvolvimento e a subsistência destas civilizações, levando a uma consolidação populacional e demográfica, originando o que realmente é agora Vizela.Rio Vizela 7
Foram vários os cultos levados a cabo por estas civilizações relacionados, ou não, com o Rio Vizela. Podemos destacar o culto ao “Deus Bormânico”, a divindade das águas, cujo objectivo consistia basicamente na protecção “superior” para os perigos da Natureza e também para que a água deste rio nunca faltasse, assim como o próprio peixe, entre outro tipo de cultos praticados em épocas remotas.
Com o passar dos anos, não foram só as civilizações antigas que se fixaram nas margens do Rio Vizela, também, e após algum desenvolvimento, apareceram ao longo de cada margem diversas indústrias, entre as quais se destacam a de papel, têxtil e calçado, entre outras dignas de menção, que catapultaram Vizela para o progresso e reconhecimento nacional de uma forma precipitada e sem prever consequências.
De facto, isto nota-se na actualidade através do leito “colorido” do Rio Vizela, vítima de um inimigo do Homem, a Poluição, e de um exagerado número de empresas que não respeitam o que a todos pertence, em prol da “ganância”, retirando-nos a imagem que outrora predominava no coração de todos os vizelenses.
Na realidade, é preocupante os níveis de poluição encontrados neste pequeno afluente do Rio Ave, deixando um gosto “amargo” e uma revolta “acesa” contra todos aqueles que, a todo o custo e sem princípios tentam exterminar o Rio Vizela, origem das nossas origens.
Resta-nos, então esperar que o Homem se consciencialize, apercebendo-se definitivamente da riqueza que é o Rio Vizela, deixando-o regressar à sua imponência e voltando a ser “Musa” de numerosos artistas.


P28089_fornec10Termas de Vizela

É já de longa data que a actual cidade de Vizela é conhecida como a “Rainha das Termas de Portugal”.
Vizela foi palco de verdadeiros anos de “ribalta”, mas também assistiu a anos de profundo declínio, contudo as Termas sobreviveram a todas as conquistas e reconquistas desta região, tendo mantido sempre a sua actividade.
As águas de Vizela eram exploradas com intuitos comerciais desde os tempos mais remotos. Estas águas que brotavam das fontes com vários graus de calor, eram vendidas, em pipas, para os senhores ricos do Porto e de Guimarães usufruírem delas nos seus banhos particulares.
Por volta do séc. XVIII, existiam uns 5 charcos de água, onde apenas os mais desfavorecidos se banhavam, pois as condições eram realmente ainda impróprias para a prática do termalismo.
Cronologia:
Características – Têm características importantíssimas para a saúde de quem delas necessita. São águas hipertermais, fracamente mineralizadas, sulfúreas, sódicas e fluoretadas.
Indicações Terapêuticas – Consistem no tratamento de reumatismos crónicos, afecções neurológicas e traumáticas, doenças crónicas das vias respiratórias e ainda doenças de pele.
Meios de Cura – São os mais diversos, todos eles aplicados em Vizela: ingestão de água, banhos de imersão (em banheiras individuais e piscinas colectivas), banhos de imersão subaquáticos, hidromassagens, massagens, duches de Vichy, sauna, vapor à coluna (bertholet), irrigação, pulverização, inalações, emanatório, lamas medicinais, aerossóis, electroterapia e mecanoterapia. O tratamento completo dura de quinze a vinte dias, hora e meia por dia.
Curiosidades – Estas 33 nascentes divergem umas das outras, e as suas temperaturas variam entre os 15ºC e os 65ºC. O caudal das diversas nascentes ultrapassa o milhão de litros por dia. Foram feitos 4 furos artesianos, com profundidades entre os 70 e os 85 metros, com caudal de 39ºC a 65ºC. Opiniões de especialistas consideram as nossas águas como umas das melhores entre as melhores águas sulfúricas quentes de Portugal.

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